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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Cefaléia orgásmica ou orgástica



Cefaléia Orgásmica



A dor é lancinante, quase sempre insuportável. A vontade é de fugir, bater com a cabeça na parede, morrer. Mas tem um problema, você está acompanhado. Esta é a cefaléia orgásmica ou orgástica. Ela só aparece na hora do orgasmo e, quanto maior a intensidade do orgasmo, maior a dor. Vem em caráter explosivo e atinge toda a cabeça no início de um orgasmo. É mais comum entre os homens e pode vir acompanhada de vômitos.

Os indivíduos com esse tipo de cefaléia, geralmente criam uma aversão ao sexo, pois o medo da dor é maior que o próprio prazer com o ato sexual. Geralmente o ato sexual deve ser interrompido bruscamente. Cerca de 0,4% da população mundial são acometidas pela doença.

A doença apresenta mecanismos ainda desconhecidos e atinge mais aqueles que apresentam outros tipos de dor de cabeça crônica, como a enxaqueca, por exemplo.

São conhecidas três formas distintas de cefaléia ligada à atividade sexual.

Þ A cefaléia do tipo peso, a dor é geralmente na nuca, de intensidade moderada e que pode tornar-se severa à medida que aumenta a excitação sexual. O nível de contração da musculatura cervical e do escalo (progressão para o orgasmo) tem sido fatores desencadeantes da dor.

Þ A cefaléia do tipo explosivo, tem início súbito, intensa, de localização holocraniana (toda a cabeça), que ocorre no momento exato do orgasmo. A duração é em geral de minutos, mas pode persistir por até 48 horas. É a forma mais freqüente e representa 70% dos casos. É fundamental que a pessoa interrompa o ato sexual tão logo surja à dor.

Þ A cefaléia do tipo postural, com dor intensa na nuca após o coito. Tem intensidade moderada ou severa, que se acentua com a posição ortostática (de pé). A maioria dos portadores desse tipo de dor de cabeça não apresenta nenhuma causa orgânica grave.


Geralmente 5% dos portadores de cefaléia orgásmica revelam alguma lesão craniana ou processos expansivos (tumores), por esse motivo, a avaliação deve ser criteriosa, feita por um neurologista ou um especialista em dor de cabeça. Geralmente os exames de imagem como a tomografia computadorizada ou a ressonância nuclear magnética de crânio são indicadas na primeira vez que o paciente apresentou esse tipo de dor.

Uma vez que o diagnóstico de causa orgânica grave tenha sido afastado, o tratamento medicamentoso deve ser iniciado. A dor pode desaparecer espontaneamente, mas pode retornar após semanas, meses ou anos. Em geral o tratamento é satisfatório e o resultado final é o fim da dor de cabeça.



Neurologista afirma que cerca de 1% da população sofre com este tipo de dor de cabeça.
Mas por que isso acontece? Segundo o especialista, existem algumas teorias, como uma dilatação súbita no calibre dos vasos sanguíneos do cérebro. Como é uma dor pouco prevalente, que ocorre em cerca de 1,2%, as indústrias farmacêuticas não investem em pesquisas específicas para ela. “É mais comum em quem já tem enxaqueca”, afirma Krymchantowiski. “Acredita-se que essas pessoas tenham uma disfunção no controle anti-dor do cérebro, sistema que produz endorfina”.


A cefaléia orgásmica tem tratamento.



Uma combinação de antiinflamatórios com remédios para aliviar a dor. Mas é preciso procurar um neurologista especializado em dor de cabeça e fazer acompanhamentos por exames, como ressonância e tomografia. “Alguns pacientes declararam ter a dor há muito tempo, mas achavam que era psicológico”, diz o especialista membro da American Headache Society e da International Headache Society.

Para ele, os números são subestimados por vergonha e tabu – e porque os médicos não sabem diagnosticar o problema. “Muita gente sofre anos em silêncio e passa até a evitar a vida sexual”. O curioso é que os homens são os que mais reclamam deste tipo de dor e procuram ajuda depois de repetir tanto “hoje, não, querida”.



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Nota importante sobre tratamento eficaz.




O diagnóstico diferencial da cefaléia súbita benigna é importante na avaliação da cefalalgia do coito. Muitas das formas benignas da cefaléia súbita (cefaléias induzidas pelo frio ou por medicamentos, cefaléias dependentes de alimentos, cefaléias relacionadas a sinusite ou glaucoma) podem ser diagnosticadas através de uma entrevista concentrada. Outros tipos de dor na cabeça, como a neuralgia e as cefaléias da tosse e do coito, requerem investigações adicionais para descartar causas mais graves.

O tratamento com cloridrato de propranolol costuma ter mais sucesso na conduta para cefalalgia do coito porque o medicamento pode abrandar a hipertensão que possivelmente acompanha este tipo de cefaléia. Num estudo de vários tipos de cefaléia, Sands e cols. observaram que o PROPRANOLOL e a indometacina (Indocid) eram os tratamentos de escolha no tratamento da cefaléia do coito.




Fonte aqui









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